A nova Portaria 18.045/2023 e o respeito a Dignidade da pessoa Humana e a Diversidade.

A nova Portaria 18.045/2023 e o respeito a Dignidade da pessoa Humana e a Diversidade.

Análise Augusto Turra Pedrosa 22 Jan 2024
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Na atualidade, os direitos humanos conduzem uma visão de luta por igualdade. A portaria 18.045/2023, com suas novas diretrizes para a função do vigilante, em seu artigo 157 destaca a relevância de conciliar a segurança com o respeito à dignidade da pessoa humana e a diversidade como um todo.

 

Em tempos onde a violência se desencadeia em nossa realidade através dos inúmeros fatos do cotidiano, o papel do vigilante torna-se essencial, mas o desafio não reside somente na proteção. Não existe segurança, quando se desconsidera o fator humano. 

 

O respeito à dignidade humana, é a essência dos direitos fundamentais internalizados em nossa Constituição Federal. O novo panorama para os vigilantes de todo o Brasil, traz a necessidade de capacitação contínua nesse sentido, abordando não apenas técnicas de segurança, mas também a sensibilidade de lidar com a diversidade das pessoas em amplo sentido. A ética torna-se um dos pilares da atuação do vigilante, permitindo que sua atuação seja norteada não apenas ao resguardo da integridade física, 

mas nas questões emocionais, despertando a empatia, na condução das mais diversas operações.

 

A diversidade reafirma nossa igualdade, em nossas diferenças. Vigilantes, como agentes ativos da Segurança Privada, em um cotidiano de desigualdades, tornam-se agentes também de inclusão. 

 

A nova Portaria estabelece um novo marco na Segurança Privada, em um ano importante, onde destaca-se também os 40 anos da existência da Profissão do Vigilante através da Lei 7.102, de 20 de Junho de 1983. A portaria estabelece a necessidade da promoção de um ambiente seguro e acolhedor a todos, independente de gênero, raça, orientação sexual ou qualquer outra característica. 

 

Mas atenção Vigilante, isso irá demandar uma nova visão. Mais inclusão, não significa menos técnica nas suas atitudes diárias, ao contrário, necessitará você de um aprimoramento em seus procedimentos, o que significa despir-se de preconceito, e promover em suas ações diárias, o respeito integral a todos os indivíduos. 

 

A nova Portaria não é apenas um documento burocrático. Altera uma visão, em um segmento que também de forma prioritária a maioria dos profissionais, é do gênero masculino. 

Isso sinaliza a importância de unir a proteção do outro, com o respeito aos direitos de todos. 

 

Em suma, a nova orientação será positiva e traz avanços. Mas a qualificação nesse sentido será necessária, inclusive quanto aos direitos e a dignidade dos próprios profissionais. 

Cria-se assim, um objetivo: Desempenhar seu papel, com consciência e sensibilidade a dignidade de todos, nesse sentido o Vigilante se torna um ator chave na missão de garantir uma sociedade mais justa e inclusiva. 

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